nov 01

Coleta Seletiva Solidária: hora de mudar!

Acredito que não é surpresa para ninguém que, no Brasil, a gestão dos resíduos sólidos sempre esteve as mãos de algumas empresas onde, junto aos poderes municipais, terceirizam os serviços de limpeza pública de acordo com cada região. Segundos algumas pesquisas do IBGE realizados no ano de 2010, o contrato destas empresas chega a representar praticamente ¼ dos orçamentos locais.

Coleta Seletiva Solidária: hora de mudar!

Infelizmente, muitas denuncias acabaram por surgir pelas diversas mãos dos movimentos fomentados por catadores, gestores da área e de urbanistas. Tal modelo, aliado a um custo realmente elevado, torna-se ineficiente dentro do ideal ecológico e acaba gerando diversos problemas em um ambiente geral, uma vez que nem de perto estas empresas focam seus esforços exclusivamente na reciclagem.

Surgindo como um verdadeiro rival para este tipo de posicionamento, com a ajuda de alguns municípios em nosso Brasil, um modelo chamado “coleta seletiva solidária” foi criado. Este projeto consiste em contratar cooperativas de catadores de materiais recicláveis para conseguirem prestar serviço dentro da prática de coleta seletiva. É desta maneira que, ao se aliar com a articulação do governo municipal, a gestão dos resíduos sólidos com foco na preservação ambiental e inclusão social consegue ser mais facilmente potencializada e colocada finalmente em prática.

Dentro de todo o planejamento, surgiu a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), sendo aprovada somente em 2010 bem após a tramitação do congresso, reafirmando ainda mais a ação de tratamento em relação a questão de resíduos sólidos no Brasil a partir de uma determinada esfera social. De acordo com esta estratégia, sempre levando em consideração a existência da grande massa de pessoas que conseguem tirar o seu sustento graças aos resíduos.

Este caminho está indo muito bem em diversos lugares. Já fazem alguns anos que as cooperativas de Campinas, por exemplo, sofrem graças a falta de apoio do poder público. Algumas até fecharam suas portas graças a esta iniciativa.

E você? Pronto para ajudar?

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.